O renascimento da astrologia tardo antiga: o imaginário sobre os astros na arte do quattrocento

Para o homem do medievo o que importava era, de fato, a compreensão do esquema gráfico do imaginário astrológico tardo-antigo, ou mesmo o conhecimento astral antigo. Desse modo, a necessidade em reproduzir fielmente os elementos provindos desses contextos, seja numa base iconográfica (a representaçã...

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Bibliographic Details
Main Author: Mendes, Jefferson de Albuquerque
Format: Online
Language:Portuguese
Published: Universidade Estadual de Campinas 2018
Subjects:
Online Access:https://econtents.sbu.unicamp.br/eventos/index.php/eha/article/view/4415
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Description
Summary:Para o homem do medievo o que importava era, de fato, a compreensão do esquema gráfico do imaginário astrológico tardo-antigo, ou mesmo o conhecimento astral antigo. Desse modo, a necessidade em reproduzir fielmente os elementos provindos desses contextos, seja numa base iconográfica (a representação de um deus planetário com todos os seus atributos é um exemplo claro desse processo), seja num conjunto de teorias. Contudo, a reprodução de um “estilo” figurativo antigo não interessava tanto quanto a estrutura composicional dos elementos astrais. Não à toa, que muitas imagens astrológicas são destituídas de seu caráter primevo durante sua perambulação tanto no medievo árabe quanto no latino. Ainda para esse homem, segundo Fritz Saxl, os aspectos formais da obra de arte – e aí podemos incluir as imagens astrológicas – são, de certa maneira, pouco importante num contexto mais amplo, onde outras diretrizes entram em jogo.
ISSN:2675-3103