O plágio como dispositivo de nacionalidade e de atribuição estética na literatura brasileira do século XIX

A atribuição de autoria configura na História da arte uma ação relacionada à constituição de movimentos, escolas e à identificação de estilos e artistas. O questionamento sobre a autoria de obras de arte é constante e muitas vezes indefinido mesmo em casos que tratem de grandes nomes como Rembrandt...

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Bibliographic Details
Main Author: Bastardis, Jean
Format: Online
Language:Portuguese
Published: Universidade Estadual de Campinas 2013
Subjects:
Online Access:https://econtents.sbu.unicamp.br/eventos/index.php/eha/article/view/4435
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Description
Summary:A atribuição de autoria configura na História da arte uma ação relacionada à constituição de movimentos, escolas e à identificação de estilos e artistas. O questionamento sobre a autoria de obras de arte é constante e muitas vezes indefinido mesmo em casos que tratem de grandes nomes como Rembrandt ou Vermeer. A reflexão sobre esses movimentos de identificação e classificação demonstram como o campo artístico constrói seus esquemas de funcionamento com base nas aproximações de nomes e nas atribuições estéticas voltadas às obras de arte em geral. Na literatura, o movimento não nos parece muito diverso, uma vez que o cenário literário reserva grande poder às atribuições de valor estético dispensadas aos textos. Além da qualidade discursiva, inventiva e expositiva dos escritos, esse artigo procura analisar o potencial crítico estético mobilizado nos cruzamentos entre a identificação de autoria dos textos e a questão nacional durante o século XIX. Nesse cruzamento a ocorrência de acusações de plágios pátrios pode ser identificada em críticas literárias do período analisado. É sobre esse desvio que se trata a pesquisa apresentada aqui.
ISSN:2675-3103