Viagens modernistas: entre o contato e a invenção do outro
O uso da viagem como ferramenta de aproximação com o desconhecido já não era necessariamente uma novidade no século XX. No entanto, naquele momento, o inicial estranhamento europeu para com a realidade brasileira ganhou novo sentido, abrindo-se para manipulação nacional do código dos viajantes pelos...
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| Main Author: | |
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| Format: | Online |
| Language: | Portuguese |
| Published: |
Universidade Estadual de Campinas
2013
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| Subjects: | |
| Online Access: | https://econtents.sbu.unicamp.br/eventos/index.php/eha/article/view/4461 |
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| Summary: | O uso da viagem como ferramenta de aproximação com o desconhecido já não era necessariamente uma novidade no século XX. No entanto, naquele momento, o inicial estranhamento europeu para com a realidade brasileira ganhou novo sentido, abrindo-se para manipulação nacional do código dos viajantes pelos artistas e escritores modernistas. Lopez (1976: 16) destaca que a ida de Mario de Andrade, Oswald de Andrade, Tarsila do Amaral, entre outros, a Minas Gerais em 1924 “provoca um amadurecimento no projeto nacionalista de nossos modernistas, fazendo com que a ênfase, que de início recaía [...] sobre o dado estético, possa ir [...] abrangendo e sulcando o projeto ideológico”. A proposta de encorpar a concepção de Brasil a partir dos relatos de viagem fazia circular conceitos e dava acesso ao olhar e pensamentos de alguns narradores, que muitas vezes, mais se ocupavam em comentar do que tentar descrever de forma verossímil a diversidade brasileira. |
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| ISSN: | 2675-3103 |