Instaurar o rastro, corromper o arquivo, inventar: the watermelon woman de Cheryl Dunye
Não é incomum que a lesbianidade passe às cegas na vida de muitas mulheres homossexuais, que vão descobrir ou explorar sua sexualidade muito depois de terem sido engolidas por um mundo de afetos heterossexuais, muitas vezes se relacionando com homens ou vivendo uma vida celibatária porque “não viam”...
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| Main Author: | |
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| Format: | Online |
| Language: | Portuguese |
| Published: |
Universidade Estadual de Campinas
2018
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| Subjects: | |
| Online Access: | https://econtents.sbu.unicamp.br/eventos/index.php/eha/article/view/4492 |
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| Summary: | Não é incomum que a lesbianidade passe às cegas na vida de muitas mulheres homossexuais, que vão descobrir ou explorar sua sexualidade muito depois de terem sido engolidas por um mundo de afetos heterossexuais, muitas vezes se relacionando com homens ou vivendo uma vida celibatária porque “não viam” uma outra possibilidade. Esta situação já foi elaborada por inúmeras autoras e pensadoras lésbicas, que a denominaram heterossexualidade compulsória, a qual consiste, sintetizadamente nas palavras de Adrienne Rich, em “deixar invisível a possibilidade lésbica”, através da “suposição de que ‘a maioria das mulheres são heterossexuais de modo inato’.” As lésbicas são confinadas à invisibilidade em diversos aspectos de suas vidas. A já citada autora lésbica branca, Adrienne Rich, em seu texto fundamental Heterossexualidade compulsória e existência lésbica, publicado pela primeira vez em 1980, acredita no “reforço da heterossexualidade para as mulheres como um meio de assegurar o direito masculino de acesso físico, econômico e emocional a elas”. |
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| ISSN: | 2675-3103 |