Os comunistas comem criancinhas: narrativas sobre o Outro criadas pelo ocidente – o caso da China
Não é possivel para estudar o outro – principalmente um outro visto como “tão diferente e exótico como a China” – sem se debruçar sobre duas coisas, pelo menos: como pensar e entender o outro; e como pensar o outro a partir de suas categorias. Neste sentido, alguns estudiosos nos ajudam a ver que,...
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| Main Author: | |
|---|---|
| Format: | Online |
| Language: | Portuguese |
| Published: |
Universidade Estadual de Campinas
2021
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| Subjects: | |
| Online Access: | https://econtents.sbu.unicamp.br/eventos/index.php/chinabrasil/article/view/4574 |
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|---|---|
| author | Souza, Julia |
| author_facet | Souza, Julia |
| author_sort | Souza, Julia |
| collection | Portal de Eventos Científicos da UNICAMP |
| container_reference | Seminário Pesquisar China Contemporânea; n. 5 (2021): Seminário Pesquisar China Contemporânea |
| description | Não é possivel para estudar o outro – principalmente um outro visto como “tão diferente e exótico como a China” – sem se debruçar sobre duas coisas, pelo menos: como pensar e entender o outro; e como pensar o outro a partir de suas categorias. Neste sentido, alguns estudiosos nos ajudam a ver que, durante séculos, o ocidente criou uma narrativa única sobre o outro. Nesta narrativa, este outro foi dividido em vários grupos diferentes, hierarquizados e, com isso, vistos como insuficientes de algum modo, tomando o pensamento, a cultura e os valores ocidentais como parâmetro. Em relação à China, são aproximadamente cinco séculos de uma narrativa centrada em uma suposta falta – falta lógica, falta filosofia, falta liberdade, falta democracia, faltam direitos humanos, etc. – que se mantém atualmente. Isto ocorre através da academia que não questiona essas caracterizações do Outro e reproduz discursos eurocêntricos do início do século XX, como os trabalhos de Marcel Granet, por exemplo. Ocorre, também, e de forma mais sistemática, na mídia televisiva ou escrita, que reforça os estereótipos hegelianos sobre China, normalmente tendo interesses geopolíticos em vista. O governo chinês, ao buscar agir no cenário internacional considerando os diversos temas sob o viés de “características” chinesas, tem atuado contra essas práticas ocidentais, reafirmando suas particularidades culturais. Assim, a China e a filosofia chinesa, bem como as teorias decoloniais têm tido uma atuação importante no fortalecimento da perspectiva de de(s)colonização das Relações Internacionais, contribuindo para que se comece a compreender o mundo a partir de novos conceitos. |
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| spelling | ojs-article-45742024-06-20T18:28:42Z Os comunistas comem criancinhas: narrativas sobre o Outro criadas pelo ocidente – o caso da China Souza, Julia Filosofia Chinesa Pensamento decolonial Epistemicídio Ocidente China Não é possivel para estudar o outro – principalmente um outro visto como “tão diferente e exótico como a China” – sem se debruçar sobre duas coisas, pelo menos: como pensar e entender o outro; e como pensar o outro a partir de suas categorias. Neste sentido, alguns estudiosos nos ajudam a ver que, durante séculos, o ocidente criou uma narrativa única sobre o outro. Nesta narrativa, este outro foi dividido em vários grupos diferentes, hierarquizados e, com isso, vistos como insuficientes de algum modo, tomando o pensamento, a cultura e os valores ocidentais como parâmetro. Em relação à China, são aproximadamente cinco séculos de uma narrativa centrada em uma suposta falta – falta lógica, falta filosofia, falta liberdade, falta democracia, faltam direitos humanos, etc. – que se mantém atualmente. Isto ocorre através da academia que não questiona essas caracterizações do Outro e reproduz discursos eurocêntricos do início do século XX, como os trabalhos de Marcel Granet, por exemplo. Ocorre, também, e de forma mais sistemática, na mídia televisiva ou escrita, que reforça os estereótipos hegelianos sobre China, normalmente tendo interesses geopolíticos em vista. O governo chinês, ao buscar agir no cenário internacional considerando os diversos temas sob o viés de “características” chinesas, tem atuado contra essas práticas ocidentais, reafirmando suas particularidades culturais. Assim, a China e a filosofia chinesa, bem como as teorias decoloniais têm tido uma atuação importante no fortalecimento da perspectiva de de(s)colonização das Relações Internacionais, contribuindo para que se comece a compreender o mundo a partir de novos conceitos. Universidade Estadual de Campinas 2021-11-09 info:eu-repo/semantics/article info:eu-repo/semantics/publishedVersion application/pdf https://econtents.sbu.unicamp.br/eventos/index.php/chinabrasil/article/view/4574 Seminário Pesquisar China Contemporânea; n. 5 (2021): Seminário Pesquisar China Contemporânea 2675-309X por https://econtents.sbu.unicamp.br/eventos/index.php/chinabrasil/article/view/4574/4943 Copyright (c) 2021 Seminário Pesquisar China Contemporânea https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/ |
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