As narrativas sobre as artes visuais no Brasil da década de 1960: representações sociopolíticas e embates entre a memoria e a história da arte

Na introdução de seu livro A pintura como modelo, Yve-Alain Bois discorre sobre as várias chantagens que enfrenta em seu ofício de historiador da arte. Uma destas, a da pressão sociopolítica, é definida como sendo “a obrigação de oferecer uma interpretação sociopolítica da obra de arte, acrescida re...

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Bibliographic Details
Main Author: Santos, Nelyane
Format: Online
Language:Portuguese
Published: Universidade Estadual de Campinas 2018
Subjects:
Online Access:https://econtents.sbu.unicamp.br/eventos/index.php/eha/article/view/4586
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Description
Summary:Na introdução de seu livro A pintura como modelo, Yve-Alain Bois discorre sobre as várias chantagens que enfrenta em seu ofício de historiador da arte. Uma destas, a da pressão sociopolítica, é definida como sendo “a obrigação de oferecer uma interpretação sociopolítica da obra de arte, acrescida recentemente da obrigação, por parte do artista, de tornar explícitas as implicações sociopolíticas de sua obra” . Publicado pela primeira vez em 1990, esse ensaio nos leva a refletir sobre a situação da história da arte dedicada às manifestações artísticas da década de 1960 no Brasil, visto que estão na ordem do dia discussões sobre obras produzidas no período da ditadura militar. Esta pressão seria então latente, pois sob a ótica da identificação das formas de resistência e de engajamento no cotidiano da sociedade daquela época, buscam-se as referências de práticas culturais que demarcaram a oposição a esse regime.
ISSN:2675-3103