Cinema e ballet revolucionário chinês: a representação das personagens femininas em Destacamento Vermelho de Mulheres

O tema abordado na presente pesquisa é a representação das personagens femininas no longa–metragem Destacamento Vermelho de Mulheres , dirigido por Xie Jin, e no ballet filmado de mesmo título lançado em 1971, apresentando uma adaptação ao roteiro do filme de Xie Jin e dirigido por Pan Wenzhan e Fu...

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Bibliographic Details
Main Author: Craveiro, Thais
Format: Online
Language:Portuguese
Published: Universidade Estadual de Campinas 2021
Subjects:
Online Access:https://econtents.sbu.unicamp.br/eventos/index.php/chinabrasil/article/view/4629
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Description
Summary:O tema abordado na presente pesquisa é a representação das personagens femininas no longa–metragem Destacamento Vermelho de Mulheres , dirigido por Xie Jin, e no ballet filmado de mesmo título lançado em 1971, apresentando uma adaptação ao roteiro do filme de Xie Jin e dirigido por Pan Wenzhan e Fu Jie. Os filmes pertencem, respectivamente, ao chamado Período dos 17 Anos (1949-1966) e à Revolução Cultural (1966-1976), anos que compreendem o governo de Mao Zedong. No período Maoísta as mulheres chinesas passaram a integrar a força de trabalho nacional, e nas produções artísticas tornaram-se protagonistas e heroínas. Em Destacamento Vermelho de Mulheres acompanhamos a trajetória de Wu Qionghua, de camponesa escravizada à heroína revolucionária durante um dos episódios do processo de libertação da província de Hainan entre os anos de 1930 e 1932. Outro aspecto que nos chama atenção sobre a participação da mulher na Revolução Chinesa é a liderança de Jiang Qing – esposa de Mao Zedong – nas produções artísticas durante os dez anos da Revolução Cultural (1966-1976). Jiang Qing foi atriz de teatro e de cinema em filmes secundários durante a década de 1930, e após seu casamento com Mao Zedong em 1938 ficou afastada da vida pública até às vésperas da Revolução Cultural. A análise também leva em conta o desenvolvimento peculiar do cinema chinês desde seus primórdios, e sua originalidade estética baseada nos diferentes tipos de artes do país. Durante o período Maoísta, inicialmente por influência soviética, a indústria cinematográfica da China voltou-se para os temas socialistas com a intenção da internacionalização das artes nacionais que buscava tornar mundial a revolução. Através do slogan gu wei jin yong yang wei zhong yong , que significa usar o antigo para o presente, e as coisas estrangeiras para a China, as diretrizes culturais do Partido Comunista se apoiaram no apelo popular de diversas artes chinesas e também estrangeiras para construir as narrativas heroicas de um povo forjado sob o socialismo, e que fossem facilmente absorvidas não somente pela população local, mas também por povos de outros países. Os filmes em questão são exemplos do lema supracitado e combinam recursos estéticos ocidentais, como por exemplo o ballet clássico, com elementos orientais como teatro operístico chinês, resultando em uma estética original para o cinema.
ISSN:2675-309X