Perfil epidemiológico de bactérias multirresistentes do hospital especializado em malformações craniofaciais de Bauru-SP antes e após a pandemia do Covid-19

Introdução: Durante a pandemia de Covid-19 no Brasil, as prescrições de antibióticos aumentaram consideravelmente, preocupando as agências de saúde devido ao surgimento de bactérias multirresistentes (BMR). O Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais da Universidade de São Paulo (HRAC-USP)...

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Main Authors: Camargo, Izabel de, Arantes, Silvia Cristina, Mondini, Cleide Carolina da Silva Demoro, Borgo, Hilton Coimbra, Vieira, Narciso Almeida
Format: Online
Language:Portuguese
Published: Universidade Estadual de Campinas 2023
Subjects:
Online Access:https://econtents.sbu.unicamp.br/eventos/index.php/conpuesp/article/view/4913
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Description
Summary:Introdução: Durante a pandemia de Covid-19 no Brasil, as prescrições de antibióticos aumentaram consideravelmente, preocupando as agências de saúde devido ao surgimento de bactérias multirresistentes (BMR). O Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais da Universidade de São Paulo (HRAC-USP) possui Unidades de Terapia Intensiva (UTI) e Cuidados Especiais (UCE) pediátricas, bem como Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) realizando busca ativa de infecções. Objetivo: Investigar o perfil epidemiológico das BMRs em pacientes do HRAC-USP nos períodos pré e pós-pandemia de Covid-19. Metodologia: Foi realizado um estudo transversal e retrospectivo nos períodos pré-pandemia (P1) e pós-pandemia (P2), que incluiu 2.524 Culturas de Vigilância Ativa (CVA) de 515 pacientes de ambos os sexos internados nas UTI e UCE do HRAC e acompanhados pela CCIH. Grupos de bactérias analisados: Enterobacteriaceae, Bacilos Gram-Negativos Não Fermentadores (BGNF) e Staphylococcus aureus Resistente à Meticilina (MRSA). Resultados: Do total de pacientes, 281 (54,6%) eram do sexo feminino, e 177 (34,3%) permaneceram em precaução de contato pela CCIH para evitar infecções cruzadas. Das 2.524 CVAs, 503 (19,9%) resultaram em BMRs positivas. Entre P1 e P2, observou-se uma maior frequência de MRSA em P1 (p < 0,001), um aumento significativo de BGNF multirresistentes em P2 (p < 0,001) e nenhuma diferença significativa no grupo Enterobacteriaceae (p = 0,907). Conclusão: Houve diferenças no perfil epidemiológico de BMRs no HRAC-USP antes do início da pandemia de Covid-19, sugerindo com forte evidência uma pressão seletiva sobre as bactérias. A maioria dos pacientes era do sexo feminino.
ISSN:10.20396/conpuesp.2.2023