Alta hospitalar da pessoa com disfunção miccional e cateterismo intermitente limpo

Introdução/Objetivo: O funcionamento do trato urinário requer sincronia entre a bexiga e o esfíncter. Falhas nesse sistema podem causar retenção, incontinência e graves complicações renais. O Cateterismo Intermitente Limpo (CIL) é a estratégia principal para garantir o esvaziamento vesical regular...

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Bibliographic Details
Main Authors: Silva, Vanessa Abreu da, Antunes, Ivan Rogerio, Fagnani, Renata
Format: Online
Language:Portuguese
Published: Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) 2023
Subjects:
Online Access:https://econtents.sbu.unicamp.br/eventos/index.php/simtec/article/view/7600
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Description
Summary:Introdução/Objetivo: O funcionamento do trato urinário requer sincronia entre a bexiga e o esfíncter. Falhas nesse sistema podem causar retenção, incontinência e graves complicações renais. O Cateterismo Intermitente Limpo (CIL) é a estratégia principal para garantir o esvaziamento vesical regular. Este trabalho descreve a criação de um protocolo de orientações para a alta hospitalar de pessoas com disfunção miccional em um hospital escola. Metodologia: Trata-se de um relato de caso sobre a elaboração de um fluxo assistencial baseado em revisão de literatura. O material foi validado após discussões com equipes multidisciplinares, incluindo neurocirurgia, urologia, cirurgia do trauma, enfermeiros e a CCIH. Resultados: O protocolo foca na capacitação de pacientes e familiares através de ensino simulado com manequins. Ele detalha a escolha do calibre do cateter, técnica masculina e feminina, uso de dispositivos externos e preenchimento do diário miccional. Para padronizar a alta, foram criados quatro documentos: solicitação de materiais para a rede básica, diário miccional, folder educativo e encaminhamento ambulatorial. Além disso, garantiu-se um "kit de alta" com insumos para os primeiros dias e o agendamento de retorno na especialidade de Urologia. Conclusão: A estruturação deste protocolo assegura que as orientações de cuidados domiciliares sejam transmitidas de forma uniforme e segura. A padronização do fluxo reduz riscos de complicações pós-alta e fortalece a autonomia do paciente no manejo da disfunção miccional.
ISSN:2525-5398