Validação do prolongamento do tempo de armazenamento a fresco para células progenitoras hematopoiéticas do sangue periférico destinadas a uso clínico

Introdução: As condições de armazenamento das células progenitoras hematopoiéticas do sangue periférico (CPH-SP) podem influenciar a qualidade e/ou funcionalidade das mesmas, o que pode afetar diretamente os resultados clínicos dos receptores nos transplantes de medula óssea. Assim, a Agência Nacion...

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Main Authors: Frizzo, Andrea, Aguiari, Alexandra Greco, Pereira, Fabricio Biscaro, Benites, Bruno Deltreggia, Andrade, Sandra Sousa de, Alves, Suiellen Carvalho Reis
Format: Online
Language:Portuguese
Published: Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) 2023
Subjects:
Online Access:https://econtents.sbu.unicamp.br/eventos/index.php/simtec/article/view/8706
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Summary:Introdução: As condições de armazenamento das células progenitoras hematopoiéticas do sangue periférico (CPH-SP) podem influenciar a qualidade e/ou funcionalidade das mesmas, o que pode afetar diretamente os resultados clínicos dos receptores nos transplantes de medula óssea. Assim, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) determina que tempos de armazenamento a fresco superiores a 48 (quarenta e oito) horas devem ser validados, a fim de se obter comprovação técnico científica sobre a qualidade e segurança no uso do produto. Objetivo: O objetivo deste estudo foi verificar os efeitos do armazenamento por tempo superior a 48 horas a fresco na viabilidade e funcionalidade das CPH-SP destinadas a uso clínico. Metodologia: Neste estudo prospectivo foram analisadas dez bolsas de CPH-SP imediatamente após a coleta por aférese e após o armazenamento em temperatura de 2ºC a 8ºC por 72 horas. A análise incluiu contagem de leucócitos (WBC), concentração de células CD34+ e viabilidade de células CD45+ e CD34+ por citometria de fluxo em plataforma dupla, além do ensaio clonogênico em metilcelulose, em duplicata, para determinação de unidades formadoras de colônias (CFU). Resultados: O intervalo mediano de armazenamento temporário foi de 72 horas, sendo o tempo máximo de 91 horas e 48 minutos e o mínimo de 69 horas e 25 minutos. A viabilidade mediana das células CD34+ imediatamente após a coleta foi de 100%, com mínima de 98,8%, estando todos os casos em conformidade com a meta do indicador de qualidade do laboratório. A viabilidade mediana das células CD34+ após o armazenamento foi de 99,75%. Houve dois casos com viabilidade abaixo de 98%, e a viabilidade mínima foi de 97,1%. Apesar da diminuição significativa da viabilidade das células CD45+ após o armazenamento (I: 98,3%; 72h: 90,4%; p=<0,0001), não foram observadas alterações significativas na viabilidade das células CD34+ (I: 100%; 72h: 99 ,75%), bem como nas concentrações de leucócitos (I: 248350/µl; 72h: 242705/µl) e células CD34+ (I:5,24 x106/kg; 72: 4,67 x106/kg). Esses resultados são reforçados pelos ensaios funcionais, nos quais não foi observada diminuição significativa no número de unidades formadoras de colônias (I: 34,5; 72h: 21,5) demonstrando que as células mantêm seu potencial de proliferação e diferenciação. Conclusão: Os resultados obtidos indicam que não houve impacto significativo nas células CD34+ e nos ensaios clonogênicos, que são as variáveis de relevância para garantir a qualidade do produto. Desta forma, apesar da forte recomendação de infundir enxerto fresco o mais rápido possível no receptor, os dados sugerem que quando necessário é segura a utilização para transplante de CPH-SP armazenadas nas condições de temperatura descritas em até 72h após a coleta.
ISSN:2525-5398