Bella gerunt venti. O sítio de Troia em Metamorfoses XI, 410-748
Poema do perpétuo devir dos deuses, homens, vegetais e minerais, as Metamorforses de Ovídio mergulham, a partir de seu Livro XII, num tempo “histórico”, o de Troia e da fundação de Roma – isto é, Homero e Virgílio – até a idade de Augusto, que é a do poeta. Este artigo procura mostrar como há todo u...
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| Main Author: | |
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| Format: | Online |
| Language: | Portuguese |
| Published: |
Universidade Estadual de Campinas
2013
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| Subjects: | |
| Online Access: | https://econtents.sbu.unicamp.br/inpec/index.php/phaos/article/view/9491 |
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| Summary: | Poema do perpétuo devir dos deuses, homens, vegetais e minerais, as Metamorforses de Ovídio mergulham, a partir de seu Livro XII, num tempo “histórico”, o de Troia e da fundação de Roma – isto é, Homero e Virgílio – até a idade de Augusto, que é a do poeta. Este artigo procura mostrar como há todo um programa épico projetado no campo desta elegia elegia amorosa que é, em suma a aventura de Alcíone e Ceíce, no livro anterior, um episódio no qual a descrição da tempestade é sem dúvida um belo exercício de estilo, mas também e sobretudo o símile-metáfora de uma cidade sitiada: se o canto XI das Metamorfoses pode ser, como observa Due, um modo espirituoso e erudito de retardar o tema iliádico perpetuamente anunciado e postergado, esse texto estranho é sem dúvida o espaço-tempo de uma escrita onírica, no horizonte do qual temas, figuras, personagens, topoi estão num constante processo de deslocamento e condensação, instaurando, na memória o canto homérico, com o qual o poeta compete, vertendo-o, ao mesmo tempo, num regime discursivo que o nega e mantém no horizonte de saberes compartilhados no processo da leitura. |
|---|---|
| ISSN: | 1676-3076 |