Audiodescrição: acessibilidade no banco de imagens da SEC/Unicamp

Introdução/Objetivo: Implantar a audiodescrição e desenvolver técnicas na realização deste recurso de acessibilidade no Banco de Imagens da Secretaria Executiva de Comunicação (SEC) da Unicamp, processo que viabiliza a inclusão das pessoas cegas – total ou parcialmente, nas experiências de visualiza...

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Main Authors: Vieira, Andre da Silva, Rodrigues, Laura de Carvalho Freitas
Format: Online
Language:Portuguese
Published: Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) 2023
Subjects:
Online Access:https://econtents.sbu.unicamp.br/eventos/index.php/simtec/article/view/9503
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description Introdução/Objetivo: Implantar a audiodescrição e desenvolver técnicas na realização deste recurso de acessibilidade no Banco de Imagens da Secretaria Executiva de Comunicação (SEC) da Unicamp, processo que viabiliza a inclusão das pessoas cegas – total ou parcialmente, nas experiências de visualização de imagens estáticas (fotografias, gravuras, pinturas em telas etc.) e dinâmicas (filmes, peças de teatro, shows etc.), contribuindo à acessibilidade comunicacional. O recurso consiste na tradução da imagem em texto, onde são descritos os principais elementos que a compõem. A partir dessa elaboração textual, então, é produzido o áudio, que pode ser narrado por programa de computador ou pessoa. Trata-se, portanto, de ferramenta de acessibilidade fundamental à inclusão e que integra o Banco de Imagens da SEC. Metodologia: O trabalho de audiodescrição é desenvolvido sobre imagens dinâmicas – filmes, documentários e peças de teatro, por exemplo; e imagens estáticas como fotografias, ilustrações, exposições de arte etc. Embora a proposta de ambas as narrativas seja a acessibilidade, elas possuem especificidades técnicas na realização e apresentação. O Banco de Imagens da Secretaria Executiva de Comunicação (SEC/Unicamp) atua sobre fotografias e ilustrações. Na etapa inicial, é elaborado o texto audiodescritivo, com técnicas plurais para o desenvolvimento da descrição das imagens, como localização da cena, referência de cores, ação dos personagens etc. Então, posteriormente, a partir da configuração em programa de computador para digitação e exibição da imagem, o texto é narrado por softwares específicos. Resultados: As principais conquistas da implantação da audiodescrição no acervo de fotografias que compõem o Banco de Imagens da Secretaria Executiva de Comunicação (SEC/Unicamp) foram apontadas por meio de relatos espontâneos de pessoas cegas que, com emoção, relataram, através de contato telefônico, a integrantes da equipe de fotógrafos da unidade sentirem-se valorizadas com a inclusão do recurso no acesso às imagens desse canal. O Banco de Imagens, atendendo diretrizes legais de acessibilidade, promove a inclusão. A audiodescrição é lida por leitores de telas para o usuário receber a informação da imagem. Quando acessos são feitos por internet de baixa qualidade, o texto é exibido no lugar da imagem, sendo mais um item de inclusão. Mesmo sendo um número reduzido de pessoas, elas também afirmaram que a audiodescrição favorece a participação de forma mais completa e interessante no processo de comunicação e compreensão da imagem, que se soma às informações tradicionais veiculadas, como nome do fotógrafo, data e local de realização da foto. As pessoas contatantes trouxeram sugestões relacionadas ao enredo da audiodescrição, que apontaram para o maior detalhamento e a ampliação do contexto das fotos. Por isso, o trabalho de elaboração do texto audiodescritivo segue em constante aprimoramento. Conclusão: A audiodescrição proporciona maior acessibilidade comunicacional às pessoas cegas, ao inclui-las como participantes, além de ser vista como um componente de valorização do indivíduo. Outro aspecto a se destacar é que sua implementação cumpre a determinação da Lei 13.146, de 6 de julho de 2015 (Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência – Estatuto da Pessoa com Deficiência), art. 67; parágrafo 2º, do Acesso à Informação e à Comunicação.
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