Implantação de busca ativa no serviço de saúde mental

O processo de busca ativa na saúde mental tem  sido  realizado desde agosto de 2012 pela equipe de saúde mental do CSS-CECOM com objetivo de identificar os motivos de abandono de tratamento, propor ações para reinserção destes pacientes no acompanhamento psiquiátrico e/ou psicológico, assim como ofe...

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Main Authors: Guadagnini, Maria de Fatima, Paula Leite, Carlos Eduardo, Berezovsky, Ildelene, Botequio Mella, Lucas Francisco, Areias, Maria Elenice Q., Domingos Júnior, Nilton Manoel, Asfora Falabella Leme, Patrícia, Albertin, Rosely Cai, Pisauro Lima Magrini, Valquiria de Fatima
Format: Online
Language:Portuguese
Published: Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) 2016
Subjects:
Online Access:https://econtents.sbu.unicamp.br/eventos/index.php/simtec/article/view/9944
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Description
Summary:O processo de busca ativa na saúde mental tem  sido  realizado desde agosto de 2012 pela equipe de saúde mental do CSS-CECOM com objetivo de identificar os motivos de abandono de tratamento, propor ações para reinserção destes pacientes no acompanhamento psiquiátrico e/ou psicológico, assim como oferecer aos profissionais de saúde a compreensão das causas de deserção dos seus pacientes, possibilitando pensar futuras ações para a melhoria dos serviços prestados à comunidade. Foram realizados mensalmente durante o ano de 2013 o levantamento dos pacientes que possuíam 3 faltas consecutivas ou 4 meses de ausência em consultas. A partir de tal listagem, os prontuários foram levantados e em reunião com a equipe de saúde mental, definido quais pacientes deveriam ser contactados. Foram realizadas tentativas de contato telefônico com objetivo de compreender os motivos da deserção, e posteriormente registrar em planilha a causa alegada pelo paciente. Durante o período de março a dezembro de 2013 foram listados 460 pacientes, sendo destes 111 (24,1%) selecionados pela equipe de saúde mental para realização da busca ativa. Notou-se dificuldade em contactar os pacientes via telefone (38,8% não atenderam as chamadas ou o contato estava incorreto) e percebeu-se que um elevado percentual de pacientes alegaram motivos pessoais e esquecimento (22,5%) – dados que reforçam a necessidade do processo de comunicação com o paciente para confirmação de consultas. Mostra-se importante o contínuo levantamento dos motivos de abandono ao tratamento para melhoria da qualidade dos atendimentos e melhor aproveitamento das agendas de Saúde Mental.
ISSN:2525-5398