Sustentabilidade e os óleos e gorduras da Amazônia e Caatinga
Introdução: O óleo de palma tem sua produção associada a impactos ambientais (Meijaard et al., 2020), contaminantes cancerígenos (Goh et al., 2022) e geração de resíduos tóxicos (Lee & Wang, 2022), levando a uma tendência global por produtos sem óleo de palma (Savarese et al., 2022; Siddiqui...
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| Format: | Online |
| Language: | Portuguese |
| Published: |
Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)
2024
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| Subjects: | |
| Online Access: | https://econtents.sbu.unicamp.br/eventos/index.php/simtec/article/view/11488 |
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| Summary: | Introdução: O óleo de palma tem sua produção associada a impactos ambientais (Meijaard et al., 2020), contaminantes cancerígenos (Goh et al., 2022) e geração de resíduos tóxicos (Lee & Wang, 2022), levando a uma tendência global por produtos sem óleo de palma (Savarese et al., 2022; Siddiqui et al., 2022). Os biomas Amazônia e Caatinga abrigam uma diversidade de espécies oleaginosas, que desempenham papel fundamental na dieta da população local, agregando valor econômico e cultural (Pesce, 2009; Noutcheu et al., 2024). Objetivo: Avaliar a qualidade de óleos e gorduras da Amazônia e Caatinga produzidos por Cooperativas locais e indústria da região Norte. Metodologia: Analisaram-se o óleo de castanha do Brasil fornecido pela Cooperativa dos Agricultores do Vale do Amanhecer, o óleo de pracaxi e gorduras de murumuru e cupuaçu adquiridos da Amazon Oil e os óleos de licuri e babaçu fornecidos pela Cooperativa Produtores e Agroextrativistas Frutos da Terra. Utilizaram-se metodologias oficiais de análise (AOCS, 2009): teor de lipídios (Am5-04), teor de água (Ca2e-84), acidez (Cd 3d-63), estabilidade oxidativa (Cd 12b-92), perfil de ácidos graxos (Ce1-62), classes glicerídicas (Cd 11-b-91), calorimetria (Cj 1-94). Resultados: Os resultados encontrados para os óleos e gorduras estudados demonstraram qualidade e valor nutricional para todas as fontes lipídicas analisadas, conferindo maiores chances de serem consideradas boas alternativas a outras fontes lipídicas. Conclusão: Utilizar óleos e gorduras da biodiversidade brasileira como novas alternativas pode promover a bioeconomia, valorização e preservação da biodiversidade e do trabalho da população local, redução da monocultura e dos impactos ambientais associados. |
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| ISSN: | 2525-5398 |